segunda-feira, 5 de novembro de 2012


Geografia

A Bahia é o quinto estados em extensão territorial e equivale a 36,3% da área total do Nordeste brasileiro e 6,64% do território nacional. Da área de 567 295,67 km², cerca de setenta por cento encontram-se na região do semiárido. O seu litoral é o maior entre os estados brasileiros, com 1 183 quilômetros. Possui famosas praias, como a Praia de Itapuã, diversas vezes homenageada em músicas e poesias. 

Hidrografia

O principal rio é o São Francisco, que corta o estado na direção sul-norte. Com importância análoga, os rios Paraguaçu - maior rio genuinamente baiano - e o de Contas - maior bacia situada apenas no estado -, que se somam aos rios Jequitinhonha, Itapicuru, Capivari, Rio Grande, entre outros, compõem um total de dezesseis bacias hidrográficas.
O estado encontra-se com 57,19% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Relevo

Seu território está situado na fachada atlântica do Brasil. O relevo é caracterizado pela presença de planícies, planaltos, e depressões e as formas tabulares e planas (chapadas, chapadões, tabuleiros). As altitudes da Bahia são modestas, de modo geral: o território baiano possui uma elevação relativa, já que 90% de sua área está acima de duzentos metros em relação ao nível do mar.
 Os pontos mais elevados na Bahia são o Pico do Barbado, com 2 033,3 metros, localizado na Serra dos Barbados, entre os municípios de Abaíra e Rio do Pires e o Pico das Almas, com 1 836 metros, localizado entre os municípios de Érico Cardoso, Livramento de Nossa Senhora e Rio de Contas, na Serra das Almas.
Os chapadões e as chapadas presentes no relevo mostram que a erosão trabalhou em busca de formas tabulares. Um conjunto de chapadões situados a oeste recebe, na altura do estado, o nome de Espigão Mestre.
Os planaltos ocupam quase todo o estado, apresentando uma série de patamares, por onde cruzam rios vindos da Chapada Diamantina, da serra do Espinhaço, que nasce no centro de Minas Gerais, indo até o norte do estado, e a própria Chapada Diamantina, de formato tabular, marcando seus limites a norte e a leste. O planalto semi-árido, localizado no sertão brasileiro, caracterizado por baixas altitudes.
O relevo que predomina o estado baiano é a depressão.

Clima

Devido à sua latitude, o clima tropical predomina em toda a Bahia, apresentando temperaturas elevadas, em que as médias de temperatura anuais, em geral ultrapassam os 30 °C, entretanto na serra do Espinhaço as temperaturas são mais amenas e agradáveis. Também se encontra o clima tropical de atitude em cidades da Chapada Diamantina (Piatã 1268 m) e no sudoeste do estado (Vitória da Conquista 923 m até 1100 m). Contudo, no sertão, o clima é o semiárido, em que os índices pluviométricos são bastantes baixos, sendo comuns os longos períodos de seca.

Vegetação

Fitogeograficamente, possui três grandes formações vegetais: a caatinga, a vegetação predominante, a floresta tropical úmida e cerrado. A caatinga se localiza em toda a região norte, na área da depressão do São Francisco, e na serra do Espinhaço, deixando para o cerrado apenas a parte ocidental e para a floresta tropical úmida, o sudeste.
A floresta tropical úmida sofreu forte impacto da exploração antrópica, em que se devastou madeiras de lei. Nesses locais, vem ocorrendo o reflorestamento com o eucalipto.
Alguns pratos tipicos


Pratos típicos
Abará
Aberém
Arroz de com e mela hauçá
Arroz de hauçá
Arrumadinho
Bolinho de estudante
Mocotó
Acaçá
Acarajé
Bobó de camarão
Carne de sol acebolada
Cozido (tipo de sopa com diversas verduras, raízes e legumes cozidos junto com carnes e defumados)
Caruru
Camarão de capote (empanado)
Cocada
Beiju
Passarinha
Banana Real
Cuscuz doce (milho e leite de coco)
Aimpim cozido com manteiga
Efó
Escondidinho (carne-do-sol acebolada e pirão de aipim)
Feijão de leite
Frigideira de siri catado
Farofa de banana
Feijão fradinho
Fritada (carne-do-sol, cebola, ovos, fritos juntos)
Galinha de cabidela
Galinha ao molho pardo
Maniçoba
Mininico de carneiro
Moqueca de aratú
Moqueca de peixe
Moqueca de camarão
Moqueca de maturi
Moqueca de Camarão
Moqueca de mapé
Moqueca de petitinga
Petitinga frita (isca de peixe)
Quiabada
Mugunzá
Sarapatel
Sarrabulho de vaca
Moqueca ou Ensopado de Siri mole
Moqueca ou Ensopado de Pitú
Mariscada
Vatapá
Caranguejo
Lambreta
Caldinho de sururu
Zembê




Religião

O catolicismo é a religião dominante no estado, e também a primeira forma organizada de culto que se introduziu no país, desde a celebração da primeira missa no Brasil. Em Salvador foi erguida a primeira igreja em solo brasileiro, graças à Catarina Paraguaçu, onde hoje é o bairro da Graça. A capital baiana possui centenas de templos católicos, sendo a cidade a sede do governo católico no país, morada do Arcebispo Primaz. A padroeira do estado é Nossa Senhora da Conceição da Praia, cujo templo é alvo de culto. Apesar disso, o mais famoso é o culto ao Senhor do Bonfim, sendo considerado popularmente como padroeiro.Possui ainda centro de peregrinação de Bom Jesus da Lapa, alvo de romarias anuais, além das igrejas seculares do Recôncavo com suas novenas. Possui a Arquidiocese de Vitória da Conquista,Arquidiocese de Feira de Santana entre outras. Ressalta dentro do catolicismo as figuras das freiras Joana Angélica, Irmã Dulce e Irmã Lindalva.
O sincretismo, entretanto, com as religiões de origem africana, que na Bahia mais que em qualquer outra parte do país se mantiveram vivas, veio a misturar o candomblé com o catolicismo (como a Irmandade da Boa Morte e a Irmandade dos Homens Pretos) e outras variantes cristãs. Surgiu ali, então, religiões mistas, como o Cabula e a Umbanda. Sobressai, neste campo, a figura cultuada de Mãe Menininha do Gantois, e os terreiros como o Opo Afonjá, além de toda uma cultura que permeia as crenças do povo baiano.
Desde o início do século XX, a Bahia é palco de missões evangélicas protestantes, que redundaram na capital na fundação do Colégio Dois de Julho e na presença de missionários como Henry John McCall. Hoje, todo o estado testemunha o crescimento das múltiplas denominações cristãs.


Cultura

Museus
Alguns museus da Bahia são Museu Afro-Brasileiro, Museu de Arte da Bahia, Museu de Arte Moderna da Bahia, Memorial dos Governadores Bahia, Museu Carlos Costa Pinto, Museu Henriqueta Catharino, Fundação Casa de Jorge Amado e Museu Geográfico da Bahia. No interior do estado, destaca-se o Museu Histórico de Jequié, com um importante acervo sobre a história e cultura da região sudoeste. O Museu dos Humildes em Santo Amaro, arte sacra, o Hansen em Cachoeira, o Danneman em São Felix, com sua Bienal do Recôncavo.
Festas
Na Bahia, ocorrem várias festas durante o ano todo. As principais são a Lavagem do Senhor de Bonfim, o Carnaval da Bahia e as diversas micaretas que ocorrem no ano todo sendo este evento momesco fora de época uma criação baiana. Há também a Festa junina São João com destaque para a cidade de Cruz das Almas e Irecê que todos os anos trazem grandes atrações da música brasileira. Ainda tem a tradicional Vaquejada de Serrinha, que acontece sempre junto ao feriado de 7 de setembro.
Em Salvador, acontece sempre, no começo do ano, o Festival de Verão de Salvador. Em Vitória da Conquista, durante o inverno, acontece o Festival de Inverno.


Artesanato
No campo do artesanato da Bahia, destacam-se a cerâmica decorativa, marca da influência indígena, a renda de bilros e outros tipos de bordados, bonecas de pano, os santeiros e carrancas, objetos feitos de couro, metal, pedras e os destinados à cozinha, como o pilão e gamela.

Música
Nas últimas décadas, a Bahia tem sido um verdadeiro celeiro musical. Surgiram muitos artistas (músicos, instrumentistas, cantores, compositores e intérpretes) de grande influência no cenário musical nacional e internacional. Tendo a maior cidade das Américas durante muitos séculos, sua capital foi local dos nascimentos, a partir da influência africana, do samba de roda, seu filho samba, o lundu e outros tantos ritmos, movidos por atabaques, berimbaus, marimbas - espalhando-se pelo resto do Brasil, e ganhando o mundo.
Na Bahia nasceram expoentes brasileiros do samba, do pagode, do tropicalismo, do rock nacional, da bossa nova, axé e samba-reggae. Alguns dos principais nomes são Pitty, Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Daniela Mercury, Tom Zé, Novos Baianos, Raul Seixas, Marcelo Nova, João Gilberto, Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Luiz Caldas, Margareth Menezes, Dinho (do Mamonas Assassinas) etc.


Carnaval
A história começou em 1950, quando Dodô e Osmar inventaram o Trio Elétrico. O negro reconquista sua identidade e ganha força nos Filhos de Gandhi, o Olodum, e blocos como o Ilê Aiyê, que une música ao trabalho social. O Carnaval de Salvador é atualmente a maior festa popular do planeta e bate recordes contando com mais de 2 700 000 foliões em seis dias de festa. Durante o período do carnaval de Salvador, dezenas dos cantores mais famosos do Brasil desfilam nos trios elétricos como, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Cláudia Leitte e muitos outros.

Culinária
Do candomblé ou do tabuleiro da baiana do acarajé brotam o acarajé, o abará, o vatapá e tantos pratos temperados pelo azeite de dendê, festejando aos santos, como o caruru ou festejando a vida, como a moqueca e o quindim, a Bahia tem uma grande variedade de pratos típicos.


Pontos turísticos
Outra principal indústria é o turismo, ao longo da costa da Bahia, que é o estado brasileiro com o maior litoral, as bonitas praias e os tesouros culturais fazem-lhe um dos principais destinos turísticos do Brasil. Além da ilha de Itaparica e Morro de São Paulo, há um grande número de praias entre Ilhéus e Porto Seguro, na costa sudeste, o norte litoral da área de Salvador, esticando para a beira com Sergipe, transformou-se um destino turístico importante, o qual ficou conhecido como Linha Verde. A Costa do Sauípe contém um dos maiores hotéis-resorts do Brasil.
No ecoturismo, se destaca a Chapada Diamantina. Região apontada por entidades turísticas, brasileiras e estrangeiras, como melhor destino do País.
Segundo a pesquisa Hábitos de Consumo do Turismo Brasileiro 2009, realizada pelo Vox Populi em novembro de 2009, a Bahia é o destino turístico preferido dos brasileiros, já que 21,4% dos turistas que pretendem viajar nos próximos dois anos optarão pelo estado. A vantagem é grande para os demais, Pernambuco, com 11,9%, e São Paulo, com 10,9%, estão, respectivamente, em segundo e terceiro lugares nas categorias pesquisadas.

Etinias Baianas

A Bahia é o centro da cultura afro-brasileira e boa parte da sua população é de origem africana, com uma maior porcentagem de pardos, seguidos por brancos, pretos e ameríndios.
Um estudo genético realizado no Recôncavo Baiano confirmou o alto grau de ancestralidade africana na região. Foram analisadas pessoas da área urbana dos municípios de Cachoeira e Maragojipe, além de quilombolas da área rural de Cachoeira. A ancestralidade africana foi de 80,4%, a europeia 10,8% e a indígena 8,8%.
Um estudo genético realizado na população de Salvador confirmou que a maior contribuição genética da cidade é a africana (49,2%), seguida pela europeia (36,3%) e indígena (14,5%). O estudo também concluiu que indivíduos que possuem sobrenome com conotação religiosa tendem a ter maior grau de ancestralidade africana (54,9%) e a pertencer a classes sociais menos favorecidas.

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Populações indígenas 
As populações indígenas localizados na Bahia pertencem, em grande maioria, ao tronco linguístico macro-jê. Dentre elas, estão os grupos indígenas Pataxó, Pataxó-hã-hã-hãe, Quiriri e o extinto Camacã. Grande parte dos índios vem perdendo o hábito do idioma materno, passando a falar a língua portuguesa. As tribos e aldeias indígenas estão bastante distribuídas pela Bahia em terras e reservas indígenas.

De acordo com informações da ANAÍ-Bahia e da FUNAI, os pataxós vivem, principalmente, na costa do Atlântico Sul, no municípios de Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália, Prado e Itamaraju; os pataxós-hã-hã-hães vivem no sudeste baiano nas Áreas Indígenas Fazenda Baiana e Caramuru/Paraguassu; os ribeirinhos tuxás vivem nas margens do rio São Francisco no norte de Bahia, nas Áreas Indígenas Ibotirama (município de Ibotirama), Rodelas e Nova Rodelas (município de Rodelas), e também em Pernambuco; os pancararés (Pankararé) que vivem nas Áreas Indígenas Brejo do Burgo e Pankararé, localizadas ao norte da Estação Ecológica Raso da Catarina, nos municípios de Nova Glória e Glória; os índios quiriris (Kiriri) moram na Terra Indígena Kiriri, entre os municípios de Ribeira do Pombal e Banzaê, e na Área Indígena Barra à margem esquerda do São Francisco, no município de Muquém de São Francisco; vizinhos a estes, os caimbés (Kaimbé) estão espalhados pela Área Indígena Massacará e pelas localidades de Muriti e Tocas, todas dentro do município de Euclides da Cunha; já os índios tumbalalás vivem no antigo aldeamento do Pambu, também às margens do São Francisco entre os municípios de Abaré e Curaçá; os cantarurés (Kantaruré) habitando a Terra Indígena Kantaruré da Batida, no município de Glória; a pequena etnia dos pancarus (Pankaru) que habitam a Reserva Indígena Vargem Alegre, localizada ao norte da serra do Ramalho, no município de Bom Jesus da Lapa
Há também a presença dos tupinambás de Olivença em Ilhéus, Una e Buerarema, geréns, trucás (Truká ou Tur-Ká), aticuns-umãs (Aticum ou Atikim-Umã) e Xukuru-Kariris. O território baiano foi habitado ainda pelos sapuiás e camacãs.
É no sul da Bahia que está localizada a Aldeia da Pedra Branca, à qual pertencia o índio Galdino, que foi queimado vivo por jovens de classe média-alta num ponto de ônibus de Brasília, em 1997.



                                            Economia



Principal economia: Agrária / Pesqueira / Pecuária
Setor Secundário: Indústria Têxtil / Mariculturas / Construção Naval
Setor Terciário: Comércio / Imobiliária / Turismo



AGRICULTURA E PECUÁRIA
Está representada por propriedades agrícolas diversificadas. Destaca-se o cultivo do dendê, côco da Bahia, pupunha, piaçava, pimenta do reino, cacau, urucu, guaraná, mandioca, café, cravo da índia, seringueira, pimenta do reino, banana, frutas, verduras, hortaliças e leguminosas, criatório de porcos e carneiros. A pecuária é pouco desenvolvida, destacando-se o gado leiteiro.

COMÉRCIO
O comércio por atacado e a varejo se desenvolve suficientemente bem. Os produtos da região são negociados em alta escala, havendo inúmeros compradores que inclusive exportam os produtos para outras cidades brasileiras e também para países estrangeiros. Existem 2.238 empresas comerciais no município.

PESCA
O pescado tem peso especial na economia do município tanto no que se refere à pesca artesanal como em cativeiro, estando representados pelos pescadores profissionais sindicalizados nas suas Colônias como cultivado como é o caso dos camarões muito bem representados pelas Mariculturas estabelecidas em Valença, nas proximidades do Guaibim. Outros pesqueiros, a título familiar, começam e alguns já se firmaram com o cultivo em gaiolas, sobretudo da tilápia. Alguns já chegam até a tentar o cultivo de outras espécies de peixe.

INDÚSTRIA
 A mais arrojada é a indústria têxtil, prosseguimento da Fábrica Nossa Senhora do Amparo, com nova razão social empregando um número avantajado de homens e mulheres, acima de 550, na fabricação do tecido de várias qualidades, fabricando inclusive o seu próprio fio. Outras indústrias para a extração do óleo de dendê, como a Oldesa, tornou a funcionar na sua origem, isto é, em Valença reabrindo o mercado do emprego e contribuindo para o progresso. Também se fabrica o mesmo óleo nos chamados roldãos rudimentar e agora já partindo para a industrialização. São inúmeros os roldãos no município que estão substituídos o animal por máquinas e muitas firmas menores começam a trabalhar com o dendê e o seu derivado coquilho. As fazendas se organizam na plantação da variedade tenera chamado entre os agricultores de caroço mole. Já existem Cooperativas de agricultores na região aumentando o número dos coqueiros de dendê (dendezeiros) pela esperança que têm do sucesso.
Outras indústrias metalúrgicas como a mecânica Santa Luzia são fabricantes de peças pesadas para diversas manufaturas, sem falar em outras indústrias de transformação.

CONSTRUÇÃO NAVAL
Tradicional pelos seus trabalhos em madeiras de barcos, saveiros, escunas e em fibras de vidro especializadas em catamarãs e barco de grande calado. Tradicionais as escunas feitas pelo Mestre Alfredo e alguns dos seus descendentes como Valtinho e Zuza, dois irmãos que seguem a risca a arte naval rudimentar na feitura e graciosa na forma final.