Etinias Baianas
A Bahia é
o centro da cultura afro-brasileira e boa parte da sua população é de origem
africana, com uma maior porcentagem de pardos, seguidos por brancos, pretos e
ameríndios.
Um estudo
genético realizado no Recôncavo Baiano confirmou o alto grau de ancestralidade
africana na região. Foram analisadas pessoas da área urbana dos municípios de
Cachoeira e Maragojipe, além de quilombolas da área rural de Cachoeira. A
ancestralidade africana foi de 80,4%, a europeia 10,8% e a indígena 8,8%.
Um estudo
genético realizado na população de Salvador confirmou que a maior contribuição
genética da cidade é a africana (49,2%), seguida pela europeia (36,3%) e
indígena (14,5%). O estudo também concluiu que indivíduos que possuem sobrenome
com conotação religiosa tendem a ter maior grau de ancestralidade africana
(54,9%) e a pertencer a classes sociais menos favorecidas.
Populações
indígenas
As
populações indígenas localizados na Bahia pertencem, em grande maioria, ao tronco
linguístico macro-jê. Dentre elas, estão os grupos indígenas Pataxó,
Pataxó-hã-hã-hãe, Quiriri e o extinto Camacã. Grande parte dos índios vem
perdendo o hábito do idioma materno, passando a falar a língua portuguesa. As
tribos e aldeias indígenas estão bastante distribuídas pela Bahia em terras e
reservas indígenas.
De acordo
com informações da ANAÍ-Bahia e da FUNAI, os pataxós vivem, principalmente, na
costa do Atlântico Sul, no municípios de Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália,
Prado e Itamaraju; os pataxós-hã-hã-hães vivem no sudeste baiano nas Áreas
Indígenas Fazenda Baiana e Caramuru/Paraguassu; os ribeirinhos tuxás vivem nas
margens do rio São Francisco no norte de Bahia, nas Áreas Indígenas Ibotirama
(município de Ibotirama), Rodelas e Nova Rodelas (município de Rodelas), e
também em Pernambuco; os pancararés (Pankararé) que vivem nas Áreas Indígenas
Brejo do Burgo e Pankararé, localizadas ao norte da Estação Ecológica Raso da
Catarina, nos municípios de Nova Glória e Glória; os índios quiriris (Kiriri)
moram na Terra Indígena Kiriri, entre os municípios de Ribeira do Pombal e
Banzaê, e na Área Indígena Barra à margem esquerda do São Francisco, no
município de Muquém de São Francisco; vizinhos a estes, os caimbés (Kaimbé)
estão espalhados pela Área Indígena Massacará e pelas localidades de Muriti e
Tocas, todas dentro do município de Euclides da Cunha; já os índios tumbalalás
vivem no antigo aldeamento do Pambu, também às margens do São Francisco entre
os municípios de Abaré e Curaçá; os cantarurés (Kantaruré) habitando a Terra
Indígena Kantaruré da Batida, no município de Glória; a pequena etnia dos
pancarus (Pankaru) que habitam a Reserva Indígena Vargem Alegre, localizada ao
norte da serra do Ramalho, no município de Bom Jesus da Lapa
Há também a
presença dos tupinambás de Olivença em Ilhéus, Una e Buerarema, geréns, trucás
(Truká ou Tur-Ká), aticuns-umãs (Aticum ou Atikim-Umã) e Xukuru-Kariris. O
território baiano foi habitado ainda pelos sapuiás e camacãs.
É no sul
da Bahia que está localizada a Aldeia da Pedra Branca, à qual pertencia o índio
Galdino, que foi queimado vivo por jovens de classe média-alta num ponto de
ônibus de Brasília, em 1997.
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